Vida urbana e rural

A terra é ainda o mais importante meio de produção em países subdesenvolvidos como o Brasil, onde coexistem o modo de vida urbano e o rural.

O processo de desenvolvimento parece sempre geral, mas há poucas metrópoles de fato no país, a concentração do desenvolvimento urbano restringe-se ao sul. O resto do país é rural ainda. Levando em consideração que é particularmente em ambientes assim que se torna fundamental discutir as relações entre esses dois meios de vida, existem diferenças culturais e maneiras diferentes de perceber o mundo.

O campo se especializou na produção de alimentos e de matérias- primas, que em grande parte eram enviados para a cidade. Esta, por sua vida, se especializou na atividade comercial, na atividade político-administrativa e na fabricação de bens econômicos, inicialmente através do artesanato, depois através da manufatura e, por fim, através da fábrica ou indústria moderna.

É importante frisar que cada processo citado acima passa por vários contextos no quadro cultural, político, econômico e social Brasileiro. O que é muito importante para entendermos as etapas do processo Urbano e Rural.

Nas suas diversas épocas o trabalho humano carrega como herança o resultado de muitas influencias políticas, econômicas e relações sociais. É a partir daí que origina a divisão econômica do trabalho: primeiro setor, segundo setor e terceiro setor.

A caça, a pesca e a coleta de frutos nas matas são as atividades econômicas mais antigas. Elas mostram uma intima relação do homem com a natureza. O homem pré-histórico, por exemplo, já transformava a pedra em facas, machados, pontas, de flechas. A transformação da natureza em bens econômicos conheceu diferentes momentos ao longo da história realizada atualmente pela indústria.

Há cerca de 1000 anos, o homem aprendeu a domesticar animais e a cultivar plantas. A partir de então, ele pôde se fixar em um determinado lugar e, assim, tornou-se sedentário.

Durante muitos séculos, a prática da pecuária e da agricultura, apenas garantia a sobrevivência, sem permitir a acumulação dos recursos. Com o tempo, os grupos humanos começaram a obter um excedente de alimentos e outros produtos, como peças artesanais, roupas, etc. Ou seja, depois que os bens obtidos com a produção eram distribuídos entre todos os membros da comunidade, ainda sobrava uma parte.

Até conseguir o excedente econômico, praticamente todos os membros de um mesmo grupo social trabalhavam na terra, cultivando-a cuidando do gado, além de praticarem a caça, a pesca ou extrativismo vegetal. Depois disso, deixou de ser necessário que todos se dedicassem ás atividades manuais.

À medida que o conhecimento humano e a tecnologia foram se aprimorando as atividades econômicas diversificaram-se. Surgiram as agriculturas, a pecuária, o comércio, a indústria e os serviços. A transformação com a natureza é cada vez mais intensa.

Embora a maioria das pessoas continuasse no campo, a cidade, proporcionava um novo espaço geográfico que muito lentamente passaria a reunir pessoas, habitações e outras edificações, como igrejas, mercados, palácio, etc.

Na verdade, a divisão territorial do trabalho entre o campo e a cidade foi definitivamente consolidada com a Revolução Industrial. Isso porque a atividade industrial desenvolvida, e concentrada na cidade, passou a comandar as atividades econômicas da sociedade moderna, o que resultou nos espaços urbanos – industriais que tão bem caracterizam o atual espaço geográfico mundial.

O Brasil colonial deu ênfase ao trabalho rural, com a propriedade fundiária marcada pelos grandes proprietários de terra das capitanias hereditárias e sesmarias, utilizando-se primeiramente do trabalho escravo. Havia o privilégio de exportar produtos para Portugal, devido ás demandas econômicas, denominado monocultura de exportação.

No século XVII o capitalismo no expandiu-se e assim grande parte dos produtos receberam um novo tratamento no mercado capitalista. A lei da oferta e da procura ganha destaque. O que está em jogo atualmente é a questão da propriedade da terra e dos meios de produção.

Agricultura, a pecuária e as ocupações extrativas são as bases da economia rural. É muito interessante notar que tanto o ambiente rural quanto o urbano, influencia nas ações sociais do homem:

Com a expansão do capitalismo industrial, tornou-se comum a migração, pois os industriais das grandes cidades começavam a contratar trabalhadores rurais que buscavam uma vida melhor. Assim, a migração teve papel importante no desenvolvimento das grandes cidades.

O Plano Urbanista Básico (PUB) calculou que em 1968, a região da Grande São Paulo era constituída em 61,1% de migrantes, o equivalente a 3.310.000 pessoas. O aumento populacional urbano é conseqüência do fluxo migratório do campo para a cidade.

O indivíduo rural vem em busca de emprego por causa do que perdeu no campo para máquinas agrícolas. Em uma metrópole a função deste trabalhador é suprir a base de produção que mantém a economia do país, a mesma que exige a tecnologia no campo para poder competir com o mercado externo.

Tratando-se de um ciclo comercial, não podemos separar o campo da cidade, pois ambos estão ligados. O escritório central de uma empresa que produz no campo, está em centros urbanos, justamente por se tratarem de pólos econômicos, por exemplo.

Basicamente as metrópoles possuem a mesma característica: a população cresce em volta de uma concentração comercial geradora de empregos. Esse rápido crescimento populacional causa problemas crônicos de serviços oferecidos à população: moradia, saúde, transporte. Há uma extensa falta de oferta de empregos, sobram pessoas com pouca qualificação, faltam trabalhadores que possam ocupar cargos distintos.

A tão famosa globalização que nos cerca há alguns anos, para não dizer décadas, deixa sua marca no âmbito social, porém com características distintas quando se trata de uma sociedade rural e uma sociedade urbana. Ambas com suas peculiaridades, as atividades desenvolvidas no campo são complementadas com as que se desenvolvem na cidade, e vice-versa.

A sociedade rural tradicional é aquela que se transformou no processo de globalização, com uma ideologia tecnológica, a inserção de maquinários e as indústrias, que devolveram ao trabalhador o seu emprego que outrora fora tomado pela modernização, formam uma nova personalidade para a vida rural. A industrialização ocorrida no mundo urbano foi gerada por aqueles que saíram do campo. São profissionais que não desejavam mais trabalhar com a agricultura, que por muito tempo caracterizou o trabalho no êxodo rural.

Essa globalização desenfreada que alimenta o capitalismo, gera cada vez mais conforto e técnica para o campesino, enquanto que na cidade, todo esse conforto nos remete a dizer que diante de tanta correria e distração, o citadino vai atrás do que é natural encontrado no campo. Não há competição, o que existe é uma ligação, um meio necessita do outro para que a sociedade consiga se desenvolver e crescer. É a globalização tentando transformar os dois modos de vida em uma sociedade igualitária.

A educação no Brasil é muito diferenciada, principalmente entre nordeste-sudeste. A existência de alta tecnologia na indústria e na agricultura bem como um moderno setor de serviços produz no sul-sudeste um padrão de vida comparável ao nível dos povos europeus, já a região nordeste está hoje entre as mais pobres do mundo.

É evidente que a qualidade da educação é ligada à qualidade das escolas, exemplo disso é que em 1982, apenas 40% dos professores do ensino fundamental do nordeste, haviam concluído o Ensino Fundamental. Cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, apresentam baixíssimos índices de crianças que não freqüentam a escola.

No nordeste rural é preciso um esforço de quinze a dezenove anos de serviços educacionais para um aluno atingir a quarta série do Ensino Fundamental. Nas grandes metrópoles do país esse esforço é de apenas cinco anos.

Com tantas diferenças, a educação no Brasil precisa de sérias reformas para tentar diminuir tanta desigualdade provocada principalmente pelo êxodo rural.

 

.::Texto coletivo dos pixadores do muro::.

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